sábado, 26 de maio de 2012

O amor tudo vence

"Nos contos de fadas, o que move o mundo não é nem o dinheiro, nem o poder, e sim o amor. Um príncipe pode se casar com uma maltrapilha, como Cinderela, ou com a prisioneira de uma bruxa, como Rapunzel. Mesmo os que orgulhosamente se declaram imunes ao chamado do amor, acabem se apaixonando por criaturas que não pertencem ao gênero humano e se condenando à tristeza, como ocorre  com os heróis que entregam seus corações a uma sereia ou a uma mulher de neve. Para ir do “Era uma vez” ao “e viveram felizes para sempre” os enamorados muitas vezes percorrem uma estrada longa e difícil, mas, conforme demonstram histórias como “O príncipe serpente”, não há obstáculos nem perigos que o verdadeiro amor não consiga vencer."

 Neil Philip

domingo, 13 de março de 2011

Posso sim

Eu ganhei pernas e ando muito
Quero rodas pra correr
E se me derem asas eu vou voar

Eu quero, eu posso
O universo já me deu tudo o que eu precisava
Agora ele está pronto pra me dar o que eu desejar
Esse é o meu mantra.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Por favor entenda

Sei que sou forte, mas às vezes a minha força parece ser a minha própria inimiga
A minha força remete imediatamente a minha fraqueza, pois foi daí que ela se originou
Eu não preciso negar a minha fraqueza, porém não quero falar dela
Da mesma forma, não quero expor a minha força ao nível da soberba

Quando eu me escondo atrás da minha força eu me afasto do amor
Mas quando eu me revelo na fraqueza o amor se afasta de mim
Eu preciso te dizer que sou a própria coragem e retenho toda a luz e o poder que posso
Mas posso chorar, sofrer e pedir teu colo, porque sou humana, tenho minhas faltas

Por favor entenda, quando fraca, passo por um vale e dele saio mais forte
Desejar o teu querer não significa depender dele
Teu medo me limita, mas compreendo a sua falta
Só não permita que a minha humanidade te afaste

Se me pedes calma, eu te peço atenção
Entenda, melhor não se esquivar agora
pra que depois não se queixes de não ter meu calor
pois a semente do amor quando é pura deve ser regada



Melhor é arriscar a (in)felicidade do que engolir o vazio do medo
A semente não precisa se transformar em recordação arrependida
Insegurança nunca chegou em lugar algum
Mas a sinceridade pode transformar encontros em melhores momentos

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vid'arte

Não faço arte
Eu sou a arte
Quem fez então?
Ninguém. Eu escolhi
A pergunta correta:
O que é arte?
Arte é vida
Arte é cor
Intensidade e amor
Vivo assim
Despontando em flor
Uns dias mais e outros menos
Vivendo e aprendendo
Choro e dor
Regador e semeador
Todo dia nasce
A vida escolhida
A arte de quem planta
É natureza que tudo encanta

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Falta que sobra

Hoje eu só posso falar da falta
A falta que mais me falta é a falta da fala
A falta do adeus
A falta do perdão
A falta do diálogo
A falta de explicação

Hoje eu não quero falar dos amigos
Não quero falar do amor
Hoje estou marcada pela dor

A dor do medo
A dor do silêncio
A dor do vazio
Dor da falta

Falta que sobra
Falta que marca
Falta que barra
Falta que acaba com o que não começou

Algo meu há muito se perdeu
E eu não consigo encontrar
Preciso chorar, falar, orar, mas não posso
Não permito que ninguém me encontre
Ao mesmo tempo em que me exponho demais

Sinto fraqueza
E vergonha da minha falta
Sinto-me tão esclarecida
E ao mesmo tempo tão perdida

Eu não tenho força pra falar
Eu não tenho nada pra te dar
Eu tenho medo de chorar
E me arrependo de calar

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Aos vinte e quatro anos


Cheguei aos 24 e alguém me disse que aniversário é uma espécie de ano novo pessoal, tempo de se auto avaliar com mais atenção, por isso, olhei dinovo. Como um exercício relativamente frequente, retornei a olhar não só pra dentro mas também para as margens.
No balanço geral deste ano pensei; Que eu sou esse? Quem fui? Quem estou me tornando? Que esses foram eles? Quem se tornaram? Quem serão? Cada existência é transversalizada por outras, e essas relações nos afetam, nos constituem.
Olhando para trás refleti sobre os momentos vividos, as perdas e ganhos, as escolhas e as eventualidades. Cada acontecimento teve sua riqueza. Conquistei muitas coisas, senti falta de tantas outras, mas sempre refleti, reinventei, aprendi. Sofri, mas nunca em vão. Me arrependi, mas sempre me perdoei. Chorei, mas muito mais por alegria que por tristeza.
Hoje, quando penso em tudo que ganhei e perdi ou deixei de ganhar, concluo que sou feliz e tenho os amantes que sempre quis.
Tem gente que chegou e passou, mas sua marca deixou.
Tem gente que parou e ficou e provavelmente não passará.
Alguns ameaçam a qualquer hora partir, mas sempre retornam.
Outros são pré-existentes, e esses nem sempre a gente entende, mas aprende.
Existe uma grande magia em pensar nos que ainda virão. Eu os espero, porém, só chegaremos aos distantes quando aproximarmos os presentes.Não dá mais pra ignorar as questões existentes.
Penso que o melhor mesmo é construir e desconstruir com muita reflexibilidade, além de muita fala. Diálogo, biálogo, triálogo... e também muita escuta.
Por fim, agradeço a tudo e todos. Nenhuma experiência foi em vão. Continuo vivendo e aprendendo, cuidando da minha histeria.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Fragmentos

Sai de dentro e olhei pra mim
Desejei uma nova iluminãção
Quis abandonar o egoísmo e a ignorância
Não sei se por razão ou por emoção
Mas quis transformar minha vida em arte
Meu andar em arte, minha fala em arte
Meu trabalho em arte, Minha imagem em arte
Meu eu e supereu em arte
Não sei pra que serve , para quem serve
Talvez não sirva, nem interesse
Pode ser que sirva só a mim e ao meu narcísico olhar
Só quis deixar algo meu fora de mim
Pra guardar, observar e recordar
Fragmentos do meu próprio desejo
Por um lugar que contemple o tudo e o nada, o individual e o coletivo
Um estado de auto-crítica, auto-consciência e auto-realização.